Mel do Sol

por Melissa Brienda Sliominas

Quando um estranho chama…

em janeiro 7, 2012

Você ficaria sozinha, à noite, numa casa destas??? 

Sempre tem alguma coisa que a gente gosta que faz a gente passar vergonha, né? Gosto é gosto, ué. E eu preciso admitir que eu adoro assistir filmes de suspense e terror!!! Só que tem tido tantas bobagens no cinema, e é difícil engolir toda aquela carniceria que tem sido os filmes de terror de ultimamente. Eu gosto mesmo é de filmes inteligentes!!! E eu sei que existem muitos cinéfalos que vão saber citar este tipo de filme que te prende na tela sem precisar apelar para o açougue: sem uma faquinha sequer!!!! Eu quero fazer uma indicação: um filme que assisti no cinema com a minha irmã Melinda e nós duas quase infartamos de tanta tensão!!! O filme se chama QUANDO UM ESTRANHO CHAMA, com aquela menina das sobrancelhas lindas, meio brasileira e meio americana (não é pizza), a Camilla Belle. O filme é puro terror psicológico. Não tem sangue. Não tem facas, nem tesouras, nem bisturis. Tem no máximo um castiçal que a mocinha pega para se proteger (mas que não usa). Ah, tem uma lareira quase assassina. Quaaaaaase.

A história é a seguinte: a mocinha bonitinha fica um tempão com o ficante no telefone e o pai dela faz com que ela pague a conta, pra aprender a deixar de ser besta (ele não falou isso, quem diz isso, desta maneira, é a minha mãe… rs).  E daí? E daí que é por isso que ela fica de castigo: sem celular e sem carro, durante um mês, e ainda tem que trocar a festa (queimação) da escola por uma noite bancando a BABY SITTER.

Tá bom que o filme não escapa à sina de quase todos os filmes de terror: os clichês! A própria baby sitter é um deles! (risos)… Tem lugar amedrontador com pouca luz? Tem!!!! Tem amiga vadia da mocinha, bonita, tonta e burra? Tem!!! Tem carro que não pega? Teeeeem!!!! Mas só pelo fato de não haver FACAS E SANGUES, já tem pontos comigo! Tudo bem: eu digo que o ponto alto deste filme é o fato de que ele te prende a respiração e te faz passar mal, literalmente, por causa do terror psicológico. É como se você estivesse dentro da casa, junto com a mocinha. Que casa? Vamos lá:

O pai leva a mocinha (Jill) (leia “Dill”) para a casa de um casal de médicos, os Mandrakis. Eles vão sair pra jantar e ir ao cinema (pelo menos isso é o que eles dizem pra ela! hahaha) e contratam uma babysitter. Mas preciso dizer, antes disso, que o começo do filme é tão horroroso quanto o filme. Acho que eu fiquei com MUITO medo deste filme justamente pela maneira como ele começou… um parque de diversões bucólico, mas com alguma coisa estranha no ar. Imagens rápidas, desconexas, referências que você fica tentando entender por que existem e daí nasce uma tensão absurda, porque você vê o cara passeando com o cachorro e fica com medo, vê o casal de velhinhos acenando para o cara passeando com o cachorro, e fica com medo. Vê os brinquedos do parque de diversões, as crianças gritando, fica com medo. Você vê a cena mais demorada, mostrando em plano maior uma mãe que sai até o meio da rua pra chamar os três filhos: “A.J… fulanooooo, fulanaaaaa”… “A.J…. fulanooooo, fulanaaaaa”… e nada. Ela então vai mais pro meio da rua e grita de novo. Nada. Enquanto isso tem uma casa, perto da roda gigante (atrás, pra ser mais exata) onde alguma coisa está acontecendo. E de-repente, do nada, todas aquelas imagens aleatórias são interrompidas por um grito HORRÍVEL e ASSUSTADOR (mesmo!), uma silhueta na janela da casa e uma bexiga vermelha que uma criança solta e que sobe, sobe, sobe…. gosto desta coisa de signos! Mas voltando para Jill, ou melhor, seguindo o filme para adiante, ela vai passar a noite com duas crianças dos Mandrakis. O pai a leva de carro até a casa dos caras. Os caras, claro, moram no meio do nada!!!! Uma casa toda de vidro no meio do mato, ao lado de um lago. Um lugar mega estranho e ultra blaster ermo. A guria fica, os Mandrakis explicam tudo: mostram os telefones de emergência, onde é a geladeira, a luz de presença (acende quando alguém entra no ambiente) que ela vai se acostumar, a moça que trabalha na casa e mora no terceiro andar (Roza), o gato preto (pois é) Chester,  o código do alarme e dizem que as crianças estão dormindo, não acorde as crianças. Ok. Eles saem e ela fica. E começa a pensar em arranjar o que fazer, mas os barulhos estranhos na casa são o princípio de tudo. Ela tenta entender de onde vem e no começo até rolam explicações: Roza está dando comida para os passarinhos e manda um aceno. O gato que fica perambulando pela casa e acende a luz de presença por onde ele passa (mas imagina você tentando ler um livro em um lugar onde não há um pio e de repente a luz da cozinha acende, do nada!!!). Só que depois os barulhos crescem, mas ela já não encontra Roza, nem o gato. E o telefone começa a tocar – é aí que os problemas aparecem.

A casa é daquele jeito, né: escura, estranha, cheia de referências dúbias, como uma estátua bonita no topo da escada, que se transforma em uma estátua assustadora quando a luz apaga e ela então passa a ser iluminada por trás. De-repente Roza some, o gato também. Luzes se acendem, luzes se apagam, o alarme dispara sozinho, tem alguém socando a porta do lado de fora e quando ela abre, achando que é a amiga vadia, não tem ninguém. A porta da garagem estava aberta. O telefone não pára de tocar. E o ponto alto do filme é quando ela checa as crianças (e eu não vou explicar a razão). Tudo bem que tem a ajudazinha de um guardinha da região, mas não ajuda muito (só a aterrorizar ainda mais) – e claro que quando ele precisa chegar logo, é o último a aparecer…

Acho que poderiam ter encontrado uma mocinha que soltasse lágrimas quando estivesse chorando, em cena, mas acho também que isso já é pedir demais! A mocinha chorava e não tinha lágrimas. Mas as crianças choraram de verdade!!!! Mega acreditei nas crianças. De mais a mais, indico o filme pela reação que ele me causou quando assisti no cinema. O diretor te põe junto com a garota, na casa. Coloquei a mão na frente dos olhos em vários momentos (mesmo na segunda vez em que assisti). Então, minha gente, só pelo fato da trama ter sido muito bem feita e porque você não vai ver uma faca ou um arpão enfiado na garganta de ninguém, vale a pena a alugar o dvd. Este filme sim – fiquei esperando a parte dois (continuação). Mas não veio. Uma pena. Dizem que filmes bons são assim. Não têm continuação. Mas esse até que cabia?

P.S: Parece que esta edição, de 2006, com a Camilla Belle, é um remake da versão antiga, de 1993 – e que eu não assisti.


2 Respostas para “Quando um estranho chama…”

  1. Nathy disse:

    Aiiii, to tentando descobrir se já assisti e não consigo. kkk. Pq eu sou assim sabe…assisto tanta coisaa e que esqueço. E suspense é comigo mesmo né?! Me interessei muito pelo filme…é bem meu estilo! Só não lembro se já assiisti, kkkk. vou procurar!

    Beijos!

  2. Lilica disse:

    Assim como você também AMO de paixão assistir filmes de suspense e terror e tenho que assistir junto com a minha irmã. É tipo uma “coisa nossa” sabe? E gosto bem mais dos antigos tipo a série Pânico, Eu sei o que vcs fizeram… Esse filme Quando um Estranho Chama é muito bom! Ele te prende, te dá aquela ansiedade, aquele medo todo! Também adorei! Beijos

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